Em sua obra “A síndrome da rainha vermelha: policiamento e segurança pública no século XXI”, Marcos Rolim justifica o título do livro realçando a passagem nar- rada por Lewis Carroll na obra “As aventuras de Alice no país das maravilhas”, em que, sem saber exatamente o motivo, Alice e a Rainha Vermelha começaram a correr de mãos dadas em uma velocidade crescente. A todo momento, a Rainha ordenava que corressem mais rápido, mas Alice mal conseguia acompanhá-la. Até que, exaustas, param para descansar”. Nesse momento: Alice olhou ao seu redor muito surpresa: – Ora, eu diria que ficamos sob esta árvore o tempo todo! Tudo está exa- tamente como era! – Claro que está, esperava outra coisa? – perguntou a Rainha. – Bem, na nossa terra, responde Alice, ainda arfando um pouco, geral- mente você chegaria a algum outro lugar… se corresse muito rápido por um longo tempo, como fizemos. – Que terra mais pachorrenta! – comentou a Rainha. Pois aqui, como vê, você tem que correr o mais que pode para continuar no mesmo lugar. (ROLIM, Marcos. A síndrome da rainha vermelha: policiamento e segurança pública no século

XXI. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006, p. 37). Diante do contexto acima, e segundo a proposta de Marcos Rolim, analise as as- sertivas abaixo: 33

I. A passagem acima narrada entre Alice e a Rainha Vermelha descreve perfeitamente a situação produzida pelo modelo proativo de policiamento. PORQUE

II. Os esforços policiais, mesmo quando desenvolvidos em sua intensidade máxima, costumam redundar em “lugar nenhum”, e o cotidiano de uma in- tervenção que se faz presente apenas e tão-somente quando o crime já ocorreu parece oferecer aos policiais uma sensação sempre renovada de imobilidade e impotência.

Está CORRETO o que se afirma em:

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